Chama-se de modelista o profissional que transforma um modelo
(partindo de um desenho, de uma foto ou, muitas vezes, de outra
peça de vestuário) em um objeto concreto, utilizando-se das
técnicas pré-adquiridas da modelagem para confecção.
Esse profissional trabalha em conjunto com o estilista e é capaz
de interpretar o croqui (esboço de um desenho). O modelista deve
saber tirar medidas de acordo com as técnicas recomendadas
pela metodologia específica, elaborar ficha técnica, conhecer
aviamentos e ainda conhecer sempre a composição, o caimento
e as demais características do tecido. Ele é responsável por analisar
a pilotagem e fazer as alterações finais no molde para então
produzir em série.
Um dos aspectos principais, ao se realizar uma interpretação de
modelagem, é a análise detalhada do desenho, observando
recortes, pences, comprimentos, folgas e amplitude da
modelagem. Enfim, cabe ao modelista analisar o desenho levando
em consideração cada detalhe que este apresentar, para então
definir a aplicação de cada técnica específica na construção do
molde. Todo esse processo visa obter um produto que seja fiel à idéia inicial, imaginada pelo criador.
sexta-feira, 11 de março de 2011
MOULAGE
Moulage define-se como uma técnica de criação de formas e moldes para
construção de vestuário a partir do revestimento do corpo com tecido. Ou seja, trata-se da técnica de
modelagem onde a construção dos moldes de uma roupa é feita directamente sobre o corpo humano ou busto
de costura.
Esta técnica permite a percepção real das formas estruturais do corpo no momento da modelagem. A
visualização imediata da roupa no espaço permite a interacção dinâmica entre o criador e o tecido, jogando
com o seu comportamento, caimento e volume, durante toda a fase de criação. Nesta técnica é o protótipo
modelado sobre o corpo que dá origem ao molde de papel para posterior utilização na produção em série.
A moulage tem várias vantagens em seu uso. A primeira, de ordem criativa, é que pode ser considerada
como uma técnica escultórica, onde o artista modela o tecido sobre o corpo, definindo a forma 3D através do
diálogo entre seu imaginário, o comportamento do tecido e o corpo. A moulage apresenta-se como uma
técnica que favorece a inovação na moda como podemos observar nos trabalhos de Madeleine Vionnet e
Madame Grés, que foram mestres na geração de novas formas vestíveis, domínio de moldes e criação de
novos volumes e formas de se construir roupas.
A segunda grande vantagem é de ordem técnica. Uma vez que o molde pode ser extraído do contato direto
do tecido (material maleável) sobre o corpo, existe uma maior precisão na modelagem, conferindo também
maior qualidade ao produto.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Tipos de Moldes
Moldes simétricos:
São aqueles que podem ser usados independentemente em ambos os lados,
direito ou esquerdo, do ser humano.
Ex. o molde da calça pode usado tanto do lado direito como do lado esquerdo, desde espelhado.
Moldes assimétricos:
São aqueles cujo lado não são exatamente iguais, o lado esquerdo não serve
para vestir o lado direito ou vice-versa.
Ex.: Camisa com a frente que tem vistas diferentes.
São aqueles que podem ser usados independentemente em ambos os lados,
direito ou esquerdo, do ser humano.
Ex. o molde da calça pode usado tanto do lado direito como do lado esquerdo, desde espelhado.
Moldes assimétricos:
São aqueles cujo lado não são exatamente iguais, o lado esquerdo não serve
para vestir o lado direito ou vice-versa.
Ex.: Camisa com a frente que tem vistas diferentes.
FICHA TÉCNICA DO PRODUTO
A Ficha Técnica tem por objetivo definir tecnicamente o modelo,ou seja, o
produto, para os departamentos de engenharia de produção, custo, pcp e para as linhas
de produção. Nela deve conter todas as informações pertinentes a todo o processo de
produção (desenho técnico, informações sobre matéria-prima e o modo de produção)
para que os diferentes setores (modelagem,gradação,encaixe,corte e produção) possam
cumprir com exatidão as etapas da produção. É um documento de extrema importância
que deve ser lido por todos os setores da empresa, pois consiste num dossiê da peça.
Por isso, é necessário que todas as partes componentes da ficha sejam
perfeitas pois qualquer erro que houver pode acarretar inúmeros problemas, tais como:
Referências trocadas;
Quantidade maior ou menor de matéria-prima e aviamentos;
Falha na determinação dos custos,etc.
Cada empresa desenvolve a ficha técnica de acordo com suas necessidades e realidade.
Os critérios são estabelecidos de acordo com o tipo de produto e a organização de sua
produção. No entanto, para que ela seja completa, recomenda-se que ela contenha:
1 – CABEÇALHO: referindo o nome da empresa (logomarca), a data, a coleção, o nome
da peça (tipo de produto), sua referência, uma breve descrição (ex. saia balonê), designer
responsável, código do molde e modelista responsável.
2 – DESENHO TÉCNICO: de frente, de costas e,se necessário, de lateral.
3 – DADOS DOS MATERIAS UTILIZADOS:
Matéria-prima:
a) Principais tecidos: fabricante, fornecedor, largura, quantidade consumida, preço em
metros ou quilos, referência, composição, variantes de cores e encolhimento.
b) Materiais auxiliares: entretelas, forro e outros com suas especificações.
Aviamentos: ex.: botões, zíper, cordões, strass, etc.
Deverão ser especificadas as variantes de cores, referência, tamanho, quantidade
consumida, fornecedores e preço por unidade. Linhas e fios – titulação e consumo.
produto, para os departamentos de engenharia de produção, custo, pcp e para as linhas
de produção. Nela deve conter todas as informações pertinentes a todo o processo de
produção (desenho técnico, informações sobre matéria-prima e o modo de produção)
para que os diferentes setores (modelagem,gradação,encaixe,corte e produção) possam
cumprir com exatidão as etapas da produção. É um documento de extrema importância
que deve ser lido por todos os setores da empresa, pois consiste num dossiê da peça.
Por isso, é necessário que todas as partes componentes da ficha sejam
perfeitas pois qualquer erro que houver pode acarretar inúmeros problemas, tais como:
Referências trocadas;
Quantidade maior ou menor de matéria-prima e aviamentos;
Falha na determinação dos custos,etc.
Cada empresa desenvolve a ficha técnica de acordo com suas necessidades e realidade.
Os critérios são estabelecidos de acordo com o tipo de produto e a organização de sua
produção. No entanto, para que ela seja completa, recomenda-se que ela contenha:
1 – CABEÇALHO: referindo o nome da empresa (logomarca), a data, a coleção, o nome
da peça (tipo de produto), sua referência, uma breve descrição (ex. saia balonê), designer
responsável, código do molde e modelista responsável.
2 – DESENHO TÉCNICO: de frente, de costas e,se necessário, de lateral.
3 – DADOS DOS MATERIAS UTILIZADOS:
Matéria-prima:
a) Principais tecidos: fabricante, fornecedor, largura, quantidade consumida, preço em
metros ou quilos, referência, composição, variantes de cores e encolhimento.
b) Materiais auxiliares: entretelas, forro e outros com suas especificações.
Aviamentos: ex.: botões, zíper, cordões, strass, etc.
Deverão ser especificadas as variantes de cores, referência, tamanho, quantidade
consumida, fornecedores e preço por unidade. Linhas e fios – titulação e consumo.
ETAPAS DA REPRODUÇÃO DA ROUPA
AMPLIAÇÃO – Os diferentes tamanhos/manequins são desenvolvidos a partir do molde
inicial, obedecendo a uma escala padrão.
RISCO – Os diferentes tamanhos são encaixados e riscados no enfesto, buscando o
melhor aproveitamento do tecido.
CORTE – O tecido é organizado no enfesto garantindo o corte em grande quantidades.
MONTAGEM – Mesmo procedimento da fase de pilotagem mas em escala industrial.
ACABAMENTO - Mesmo procedimento da fase de pilotagem mas em escala industrial.
PASSADORIA – As costuras são assentadas e é possível marcar detalhes das dobras,
vincos,pregas e caimento.
CONTROLE DE QUALIDADE – Inspeção feita para garantir que o produto não tenha
nenhum tipo de defeito.
inicial, obedecendo a uma escala padrão.
RISCO – Os diferentes tamanhos são encaixados e riscados no enfesto, buscando o
melhor aproveitamento do tecido.
CORTE – O tecido é organizado no enfesto garantindo o corte em grande quantidades.
MONTAGEM – Mesmo procedimento da fase de pilotagem mas em escala industrial.
ACABAMENTO - Mesmo procedimento da fase de pilotagem mas em escala industrial.
PASSADORIA – As costuras são assentadas e é possível marcar detalhes das dobras,
vincos,pregas e caimento.
CONTROLE DE QUALIDADE – Inspeção feita para garantir que o produto não tenha
nenhum tipo de defeito.
QUAIS OS MOTIVOS DE SE VESTIR?
Segundo estudos antropológicos: Proteção, pudor e enfeite.
Função Protetiva: o vestuário deve oferecer proteção contra os agentes
atmosféricos como, por exemplo: frio, vento, calor, poeira e a neve, e também em
possíveis riscos em atividade exercida no trabalho e em práticas esportivas.
Função Estética: ligada ao aspecto da moda, situada na exploração dos elementos
visuais e táteis como: cor, brilho, textura e caimento.
Função de Identificação: através da maneira que uma pessoa se veste, é possível
identificar a sua profissão, classe social, assim como suas possíveis preferências,
pois o vestuário desempenha uma forte carga simbólica, sendo assim a roupa pode
ser considerada como um meio de comunicação, utilizando a linguagem nãoverbal.
MODELAGEM – Os moldes são desenvolvidos a partir do desenho do estilista
obedecendo à medidas da tabela adotada.
CORTE – O tecido é cortado de acordo com os moldes.
MONTAGEM – As partes cortadas das peças são unidas, passando por operações e
máquinas diferenciadas.
PRIMEIRA PROVA – Prova da roupa montada, isto é, sem acabamento.
ACABAMENTO – As operações de finalização da roupa são executadas: limpeza,
colocação de botão, caseamento, etc.
SEGUNDA PROVA – Prova definitiva que depois de aprovada será a matriz da peça
piloto.
PILOTO – Nome dado à peça de roupa que servirá de base para reprodução; modelo,
protótipo.
FICHA TÉCNICA – Desenho e análise técnica da roupa.
Função Protetiva: o vestuário deve oferecer proteção contra os agentes
atmosféricos como, por exemplo: frio, vento, calor, poeira e a neve, e também em
possíveis riscos em atividade exercida no trabalho e em práticas esportivas.
Função Estética: ligada ao aspecto da moda, situada na exploração dos elementos
visuais e táteis como: cor, brilho, textura e caimento.
Função de Identificação: através da maneira que uma pessoa se veste, é possível
identificar a sua profissão, classe social, assim como suas possíveis preferências,
pois o vestuário desempenha uma forte carga simbólica, sendo assim a roupa pode
ser considerada como um meio de comunicação, utilizando a linguagem nãoverbal.
MODELAGEM – Os moldes são desenvolvidos a partir do desenho do estilista
obedecendo à medidas da tabela adotada.
CORTE – O tecido é cortado de acordo com os moldes.
MONTAGEM – As partes cortadas das peças são unidas, passando por operações e
máquinas diferenciadas.
PRIMEIRA PROVA – Prova da roupa montada, isto é, sem acabamento.
ACABAMENTO – As operações de finalização da roupa são executadas: limpeza,
colocação de botão, caseamento, etc.
SEGUNDA PROVA – Prova definitiva que depois de aprovada será a matriz da peça
piloto.
PILOTO – Nome dado à peça de roupa que servirá de base para reprodução; modelo,
protótipo.
FICHA TÉCNICA – Desenho e análise técnica da roupa.
Assinar:
Postagens (Atom)